sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

mandato de prisão dos advogados do CV é revogado

Justiça revoga mandados de prisão contra advogados do CV

Rio - A desembargadora da 5ª Câmara Criminal Maria Helena Salcedo Magalhães decidiu, na noite desta quinta-feira, revogar os mandados de prisão contra os três advogados da facção criminosa Comando Vermelho (CV). São eles: Luiz Fernando Costa, Beatriz da Silva Costa de Souza e Flavia Pinheiro Froes. Todos estavam foragidos.
Foto: Reprodução
Marcinho VP é apontado como chefe do Comando Vermelho e foi condenado a 32 anos de reclusão | Foto: Reprodução
No dia 26 de novembro, o juiz Alexandre Abraão, da 1ª Vara Criminal de Bangu, decretou a prisão dos advogados acusados de passar ordens de Marcinho VP e de Elias Pereira da Silva, conhecido como Elias Maluco. A ação do trio foi flagrada por interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, conforme O DIA publicou com exclusividade.

Os advogados, Marcinho VP e Elias Maluco estavam respondendo por associação ao tráfico de drogas e pelos ataques praticados pelas ruas do Rio no último mês de novembro.

Ordens continuam partindo de presídio

O conteúdo dos diálogos foi enviado ao governador Sérgio Cabral; ao presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter; e à chefia do Ministério Público do Estado. Numa das conversas, duas advogadas, uma em Foz do Iguaçu, no Paraná, e outra em Brasília, falam que Marcinho foi taxativo: “É para piorar os ataques”. Terceiro advogado também foi flagrado em outro diálogo servindo como ‘pombo-correio’ do tráfico.

Marcinho VP recebeu na penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná, onde estava preso, a visita de um advogado e da mulher dele, que não atua em seus processos, mas também se apresenta como advogada. Ontem à tarde, o traficante foi transferido com outros 11 chefões do tráfico — entre eles Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor; e Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco —, para a penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia, a 3.500 quilômetros do Rio. Há dois meses Marcinho VP e My Thor foram colocados no regime disciplinar diferenciado (RDD), desde que foram apreendidas duas cartas que falam de represálias às Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Nacional, Ophir Cavalcante, voltou a defender os advogados em relação às suspeitas de transmissão de mensagens de chefes do tráfico de drogas. “Sem provas, isso é leviano”, analisou Ophir.

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